O Governo vai criar um grupo técnico para estudar a privatização da holding Águas de Portugal. As propostas deverão ser apresentadas no prazo de um mês.
O Executivo vai avançar com a criação de um grupo técnico com o objectivo de estudar a privatização da holding Águas de Portugal (AdP), avançou o ministro da Economia, Carlos Tavares.
O grupo será composto por técnicos dos ministérios da Economia, Finanças e Ambiente, e deverá apresentar propostas para o modelo de privatização num prazo de três meses.
«Temos de decidir qual o modelo técnico que pretendemos para o sector das águas, que ainda exige muitos investimentos», afirmou o ministro, em Bruxelas.
A Águas de Portugal integra várias empresas responsáveis pelo abastecimento de mais de 70 por cento dos cerca de dez milhões de habitantes em Portugal, nomeadamente 14 concessionárias de sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais e 14 sistemas multimunicipais de tratamento de resíduos sólidos urbanos.
A jóia da coroa da AdP é a EPAL - Empresa Pública de Aguas Livres, responsável por um sistema de produção, transporte e distribuição, ao longo de mais de 5.200 quilómetros quadrados, e abastece de água três milhões de pessoas na região de Lisboa e outras muito para além dos seus limites.
Em Junho o Executivo admitiu privatizar separadamente as empresas que constituem a holding alienando as concessões de exploração e não as infraestruturais, tendo apontado, na altura, que a alienação da EPAL poderia ocorrer ainda este ano.